I Me Mine

Novembro 7, 2009

Eu sou sagaz.

Às vezes. Raras vezes. Mas sou.

Melhor ser de vez em quando do que nunca, né verdade?

Me dei conta dessa sagacidade limitada, quando, tirando fotos e artigos que tinha colado na porta da minha estante, e que já estavam lá a bastante tempo, eu encontrei uma surpresa que eu mesma tinha feito para mim e que sabia que iria me surpreender no futuro. Tendel?

George Harrison

Már é lóhico que eu entendi! Também sou sagaz.

Então, que por trás desses artigos e fotos, eu tinha colocado um poema que fiz há priscas eras. Oún, muito bonitinha essa surpresa que eu fiz pra mim mesma.

Enquanto arrancava aquele bando de coisas, ia revelendo minha letrinha tosca e minhas palavrinhas e rimas escrotas. Ia revelando minha sagacidade e a lembrança da audácia de querer ser uma poeta. Pffffffffffff… Putz…

Estou feliz de que desisti das rimas…

Se eu tivesse um scanner, mostrava o poema original aqui procês, mas como não tenho, transcrevê-lo-ei [hoho].

Te segura na cadeira, respira fundo e veeeem comeeeego [/katylene style]:

Não que isso seja uma flor, representando o meu amor [tinha desenhado uma fror do ladeenho]

Pode ser a Saudade de não te ter

Quem sabe a vontade de fazer? [ui!]

O desejo, disfaçável, de te querer?

Pois nem tudo que parece é, meu bem.

Não me olhe assim com desdém.

Pode ser que amanhã seja eu a ficar sem remorso de você.

Mas por hora… leve a flor.

Demosntração do meu, talvez, temporário amor!


Da série: Quem num tem cão…

Novembro 7, 2009

Alguém sugeriu que fechassem o álbum com Twist and Shout, [...] “uma verdadeira destruidora de laringes”, como diria George Martin [...] e era John quem cantava. Se ele tinha condições? Ninguém, nem mesmo ele, sabia. Ele exigira demais a voz o dia inteiro, levando-a ao limite.

John abriu uma caixa de leite e bebeu ruidosamente. Sem falar nada, tirou a camisa, ajeitou-as nas costas de uma cadeira, foi até o microfone e fez um breve sinal com a cabeça: estavam prontos.

O vocal de Twist and Shout foi cantado por entre os dentes, com o rosto contorcido [...] E doía ao ouvir, também.

C’mon and twist a little closer foi transformado em um som estridente, agonizado e demoníaco, no último refrão, a guturalidade torturante mascarou todas as palavras e Paul, admirado, gritou Hey!, comemorando o milagre de terem cruzado a linha de chegada.

pope

Ui, que agora ninguém segura nois bee!

Seja lá o for que a imprensa esperava deles, ela estava completamente despreparada para o que estava prestes a acontecer.

“Vocês vão cantar alguma coisa pra gente?”

“Não!” – gritaram todos.

“Precisamos de dinheiro antes”, respondeu John.

“E quanto a você Ringo? Que acha de Beethoven?”

“Adoro, principalmente os poemas.”

“E você é casado?”

“Não, eu sou o George!”

“Alguns dizem que vocês são carecas e que esses penteados são, na verdade, perucas. Isso é verdade?”

“Claro!”, disse John, “Sou surdo mudo também…”

“George, por que você não ri?”

“Porque machuca meus lábios.”

♥

Além disso, não sou obrigado! u.u

Mulheres mais velhas se aproximavam da gente o tempo todo e diziam: “Quero me encontar com os Beatles”, conta um jornalista que fazia parte da comitiva. “Eu respondia: Não posso fazer nada. E elas insistiam: Você não está entendendo. Eu quero fazê-los felizes.”

“Após a maioria do espetáculo, era impossível irmos até a suíte deles sem termos de abrir caminho por uma aglomeração de garotas”, lembrou Wendy Hanson. Neil [o faz tudo dos Beatles] punha a cabeça pra fora e dizia: Próxima!, até que todas fossem atendidas.

Sempre que Neil questionava um promotor sobre as providências a tomar com relação às apresentações, era interrompido no meio da frase: “Já está tudo resolvido”, o que significava que haveria prostitutas nos quartos dos rapazes. “Eles detestavam aquilo e se livravam daquelas garotas assim que podiam”, diz Tony Barrow.

¬¬

Se eu pegá um deles tô feita, rasha!

John e George conversavam alguma coisa, quando um dos motores do avião entrou em chamas. “John entrou em pânico. Ele foi até a porta de emergência e tentou abri-la. Nós estávamos a quase 2,5 mil metros de altura, e foi preciso vários de nós para tirá-lo de lá. E aí foi George que entrou em pânico”, conta Kane.

Ringo “empalidecido”, perguntou a um repórter o que fazer caso caíssem, mas qualquer resposta pareceria ridícula demais para ser postas em palavras.

Felizmente, o avião, soltando fumaça, escorregou de barriga no mar de espuma, e parou com segurança a quase 1 quilômetro do terminal. Quando as hélices pararam, fez-se um longo e ansioso silêncio. Ele só foi quebrado por um gemido vindo dos fundos, enquanto John se levantava. Com as mãos em volta da boca, ele anunciou: “Beatles, mulheres e crianças primeiro!”

ok.

Porque sou desses!

Num oferecimento de:

Bob Spitz: The Beatles, a biografia.


Um McBolher sem picles, por favor.

Novembro 4, 2009

Há pricas eras [entenda-se: década de 90], quando eu era apenas um jovem superego, lembro-me da sensação de ATRASO que senti, quando realizei que aqui, na minha cidade, não existia um fast-food [leia-se: McDonalds]. Me dei conta dessa FALTA DESCABIDA quando assisti, feliz e dormente [?], na época o inédito filme [para mim, bien sûr]: Um príncipe em Nova York.

Quem se lembra desse levanta a mão!

Eu aqui ó. o/ *urullll*

A saga do jovem e imaturo príncipe herdeiro de Zabunda, ops…, digo, Zamunda, Akeen e seu fiel escudeiro Semmi, nas longínquas terras  do continente americano, trabalhando no fast-food do intragável senhor McDowell, numa tentativa de auto-descobrimento e revolta beat a là Kerouac, embalou meu id inconsequente em diversas indagações generalizadas:

1. NONDÉ que um príncipe vai deixar seu REINO pra trabalhar num fast-food?

2. Por que Semmi era tãão ridículo?

3. Desde quando homens que usam fixador de cachos possuem fama de pegador?

4. Mãe? Quero um McLanche Feliz! =D

Minha mãe tentou me explicar de maneira didática essas questões com as quais lhe confrontei. Suas respostas  foram as seguintes:

1. Desde de quando você acredita em Eddie Murphy?

2. Você já fez sua tarefa de casa?

3. Desde quando eles tem dinheiro.

4. Não existe McDonalds aqui, Seu Superego!

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CUMA?

=O

OMGZ

Már num é pussiver!

Mas que propaganda enganosa! – refleti.

Fast-foods não estavam espalhados pelos 4 cantos do planeta? Por que não colocar um na minha cidade, oras bolas!

Passados alguns anos, quando finalmente minha cidade despertou para eles [hoje aqui as luzes dos fast-foods brilham nos 4 cantos de minha Natal] minha relação com esses mcdonalds da vida foi e voltou, acompanhando minhas descobertas cognitivas [pffffffffffffffff?].

Quando da minha época roxa de marxista-leninista, fugia deles como quem foge de uma praga.

Depois, na minha fase “foda-se o mundo, tô com fome!” eu passei a ser apreciadora de suas comidas padronizadas.

E hoje? E hoje tô na minha fase “foda-se”, então… Num mudou tanto assim não, né?

E por que venho encher a cabecinha de vocês com essas histórias?

Por que li um texto muito interessante de uma antropóloga (Carmen Rial), que trabalhou em um desses fast-foods [Quick] na França e contou sua experiência nesses anos, já que ela foi sagaz e reverteu um emprego que seria aparentemente fácil e que daria para conciliar com a realização de seu doutorado + uma renda extra para ela se manter, em um projeto de pesquisa.

Muito sagaz.

Sempre que vou comer nesses restaurantes, fico olhando para cara das pessoas que trabalham lá. Agora, fico mais ainda, porque me lembro do que  Carmen disse em seu texto. O povo deve achar que sou doida, mas eu fico refletindo ali, enquanto tô parada esperando meu pedido.

Isso porque sou a pessoa do outro lado do balcão.

“Os primeiros dias no Quick foram um pesadelo. Ao voltar para casa sentia que o fast-food tomara posse do meu corpo: a luminosidade excessivamente forte do setor de fritas me fazia ver estrelas, literalmente, a cada piscar de olhos; meus cabelos cheiravam a óleo e minhas mãos exibiam as queimaduras de gestos em falso. Pior ainda: os gritos dos superiores e os assobios das máquinas que anunciavam o início e o fim das operações ressoavam em meus ouvidos. Sentia-me presa em um universo de trabalho automatizado que demandava uma concentração e uma precisão como jamais imaginei, ao olhar a cozinha, como cliente, do outro lado do balcão.”

Num oferecimento de:

Rial, Carmen. Pesquisando em uma grande metrópole.


Faiô.

Novembro 2, 2009

Hoje é Domingo pé de cachimbo, já diria o grande poeta.

E eu?

Eu diria que o cachimbo é de ouro [?]… E num sei quando ele vai bater no touro, porque o touro é valente e ele bate na gente, porque a gente é bem fraco e enfim, cês entenderam.

Amanhê Dia de Finados, néam? Vão visitar os túmulos dos que já foram, hã? Hã? Oooolhe se não a Cuca te pega, viu?

Te pega daqui, te pega de lá!

Eu lembro que, por vezes, minha avó e minha tia-avó [?] me levavam [leia-se: me obrigavam] a ir com elas pro cemitério. Era a diversão delas. E num precisava ser Dia de Finados pra tour entre os túmulos acontecer, não. Se o dia tivesse morgado, lá estavam. Até o coveiro já nos reconhecia.

Elas sabiam de, praticamente, toda a história daquele defuntos, até onde você não imaginava que tinha alguém enterrado, lá estava uma delas pra te corrigir:

Não, Seu Supereguinho, naquela época era enterrado no chão. Aqui jaz Fulano de Tal que morreu de… E faziam todo o relatório do Dito Cujo.

E se tivesse uma foto? Vije, aew sim é que elas faziam a festa. Era uma alegria só vê a foto do defunto lá… estampada no cantinho.

Lembro que as fotos eram sempre péssimas, mas até aew, compreensível né? O defunto num tinha como dá a opinião dele e dizer:

Iiii, quero essa não. Tô pôco fotogênico nessa! Podji mudá!

♥

Acho que meu cabelo num tá legal u.u Troca essa Seu Superego!

E fotos, vamos combiná que, em si, são coisas estranhas. Tem vez que rola, tem vez que não.

E agora, com as câmeras digitais, cada passo é um flash. Sim caro coleguinha, porque houve um tempo em que bater foto era uma coisa na vida, outra na morte. Rá! Tenderam? Não?

É porque foi profundo.

Hoje, com a moda dos paparazzi e coisa de GERAL querer parecer GLAM, as coisas mudaram. Você e eu, sabemos disso. Porque já fizemos pose na frente de nossa câmera só prá ver NO QUÉ QUI VAI DÁ! Minto?

Sei que não.

Mas é nessas horas que existe a diferença. A diferença que reparte o mundo entre: ELES e NÓS.

Porque existe um passo enorme que a SENSATEZ nos impede de dar, que é o de POSTAR A FOTO.

Bater tudo bem. Olhar pra ela, ok ok. Mas POSTAR? DÃO! Sabe porque? Porque existem duas coisas que você deve priorizar:

1. Vergonha na cara

2. Botão DELETE.

Ei? Botão DELETE é o que há, né não? Só ele te faz ser poupado de ver alguém:

num lugar esdrúxulo + fazendo bico [jurando que é Angelina] + com algum sinal na mão, tipos surfista, véio + em frente ao espelho +  sorrindo pra ele mesmo.

Num entendo esse povo. JURO.

Por que escolher bater foto na frente da privada, rivalizando o foco com o papel higiênico?

Isso é GLAM, é? Quem disse que num ouvi?

Será que tem algum concurso, valendo milhões para o ganhador da foto “MAIS BIZARRA NO ESPELHO DO BANHEIRO” e esqueceram de avisar ao Seu Superego aqui?

Quero saber, minha gente.

Tô confusa.

Oi?

Existem fotos mais constrangedoras Seu Superego, vai por nois!

FIM.


Hello, Goodbye.

Outubro 29, 2009

Tava me lembrando aqui de quando eu era apenas uma jovem garotinha, inocente, com chuquinhas na cabeça, óculos fundo de garrafa, estudando à tarde e correndo pra casa ao final de um dia estafante na 5ª série, com um enorme pirulito na mochila, daqueles de dar inveja a Chiquinha, que eu descobri que vendia na cantina da escola, sambando dentro dos meus tênis de palhaço, para assistir Sailor Moon e, na sequência, sem tirar os olhos da minha tv 14 polegadas (!), me esbaldar (cuma?) com  Cocoricó.

O Julio na gaita e a bicharada no vocal... fazendo um Rock Rural! ♪

Ah! A infância! Onde você encontra alegria num boneco de espuma que faz um rock rural… junto com uma bicharada, hein?

E o que dizer de minhas tardes de sábado com Doug Fanny, Skeeter, Pattie Maionese e Costelinha?

Doug era um desenho com muita carga emocional, me lembro disso. Um desenho sério, que fazia a negada da pré-adolescência refletir.

Doug tinha muito de poético e filosófico,  com toda aquela sua pudicícia que nem Madre Tereza de Calcultá ousaria. Aquelas suas frases de efeito, sua amizade fiel e, sem esquecer de mencionar aqui, o seu alter ego em conflito, o Capitão Codorna, e sua sensual cueca por cima daqueles shorts cor de caca, err… caqui.

Tchu Tchu Tchu párrr!

Sei lá se você refletia com Doug. Sei lá se você sequer assitia Doug. Só sei que eu refletia. E muito. Devorando meu pirulito, em frente aos créditos finais do desenho.

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Era um infância deprimente, né? Vamô combiná. Onde tudo eu achava sentido, achava que tinha um “X” da questão por trás, achava que alguém queria me dizer alguma coisa muito importante. Nunca descobri a coisa, mas tinha certeza que ela existia.

E fosse o que fosse que eu estivesse assistindo, lá estava minha cabecinha pueril refletindo. E cheguei a muitas boas conclusões, REFLITÃO nas assertivas abaixo:

1. Sempre achei que Chaves era rico.

Isso isso isso isso! =D

2. Sempre achei Capitão Planeta uma falácia. Um homem que tem aquela cara de quem não vai no banheiro, não merece respeito.

Te fode Capitão Planeta!

3. Achava Sailor Moon coisa do demo, apesar de PIRAR na dela.

Pelos poderes do Prisma Lunar! ^^'

4. Tinha certeza que Mestre dos Magos empatava de propósito a galerë da Caverna do Dragão de voltar pra casa deles e destestava Uni com todas minhas forças humanas.

Rubinho, ele é você amenhê. /didi style

5. Queria que Seiya de fato morresse, ele era mais deprimente que eu.

Tenho nojo. NEXT!

6. Não me conformava da nave da Xuxa achar o caminho de volta pra Terra, sempre no mesmo horário.

Fecha logo essa porra, que eu quero é fugir dessa mundiça.

7. Odiava todas as paquitas, mas amava cantar “Quem quer pão? Pão, pão, pão…”, pois achava isso um clássico infantil.

Aquela lá é a Semgraxita, a ôtra é a Feioxita, a terceira é a...

8. Sempre errava o instrumento musical que o passarinho tocava, e achava que ele, no fundo, sabia que eu iria errar.

A lá, a burra não sabe que esse é o som de um Melotrom-om! Esse é o som do Me-lo-trom-om. Melotroméassim, Plim!

9. Achava que Beakman, d’O Mundo de Beakman, era brasileiro e morava em algum lugar de Nova Descoberta, ignorando todas as evidências em INGLÊS da chamada do programa.

Ouéis, beibe!

10. Se Babar se canditasse, eu votaria nele porque: “Yes, Babar Can!”

Prometo amendoim nas merendas escolares!

11. Pensava que tinha sido Kevin Arnold na minha vida passada.

Só digo uma coisa, Tá aqui ó: ♥


Lucrecia Martel.

Outubro 24, 2009

Conheci o trabalho de Lucrecia Martel assistindo ao filme La Ciénaga. Nunca tinha ouvido falar dessa diretora, que é argentina, mas como gosto muito dos filmes sul-americanos e não conheço muitas diretoras de cinema eu pensei: Por que não? Vamu caí pra dentro! [/islândia style]

E foi uma grata surpresa descobrir Lucrecita. RISOS.

La Ciénaga foi um daqueles filmes que me marcou por dias. Semanas ouso dizer… Uma história simples, quase estática, sem os grandes acontecimentos visuais que nós nos acostumamos a ver nos filmes do tio Sam, mas cheios de significado e de sensações conhecidas, já vividas em alguma parte de sua vida, que você não sabe ao certo definir quando, mas sabe que passou. É um filme intimista, ao final. Só você e Lucrecia… Você, Lucrecia e os personagens.

Daí que nem preciso falar que virou nóia eu ver o  resto dos filmes dessa mulher. Entón lá fui eu assistir os dois outros da lista.

La mujer Rubia foi onde de fato me apaixonei pelo estilo de Lucrecita. Uma câmera dentro do carro, mostrando a chuva que cai no para-brisa enquanto uma personagem se perde em mil pensamentos do lado de fora, me fez ficar parada por alguns segundos sem raciocinar direito… era mágica. Lucrecia é uma maga, pensei. Uma puta de uma maga. [sim, isso foi um puto de um elogio.] O que dizer de uma mulher que faz o telessspeck duvidar de algo que ela mostra logo no inicio? Ela mostra um acidente, e mostra que a vítima foi um cachorro, mas no final você duvida do que viu e pensa: Essa maga tá é querendo me enganarrrrrr! [balança o indicador pra frente e pra tras, enquanto inclina a cabeça].

E engana mesmo.

O último filme que assisti de La Niña Santa. E esse, confesso que ainda tô refletindo. E olha que já assisti há alguns MESES. Por isso não sei escrever nada sobre ele, esse é um desses filmes que você só senta, e vê se agrada ou não. Simples assim.

E porque assistir Lucrecia? Num sei vocês, mas tô cansada de ver sempre os mesmos filmes, com as mesmas cenas, com o mesmo roteiro, vendo só os atores mudarem, mas sempre com aquelas mesmas caras.

Lucrecia e seu cinema traz uma lufada [uia!] agradável de orginalidade. E tem muita coisa original nesse mundo e que né? Precisa só caí pra dentro.


Ei, prestenção…

Outubro 23, 2009

… Olhe! Fale báxu.

O negócio é acabei de ler Pó de Parede e uma coisa eu digo, já tá aqui ó: ♥.

Conheci esse o livro e sua autora, a Carol Bensimon, através de uma resenha muito boa que a também escritora Jana Lauxen (autora de Uma Carta por Benjamin – minha próxima aquisição literária) escreveu para a 3:AM Magazine (quem quiser ler a resenha clica aqui).

Desde que eu li o que a Jana escreveu fiquei na nóia de ler o Pó. Não vou falar nada sobre ele aqui no Superego, porque na minha opinião, a querida Jana já fala tudo e mais um pouco. Jana tem esse dom.

Só digo que Pó de Parede (Não Editora) é o primeiro livro lançado pela Carol, que já tem outro chamado Sinuca Embaixo d’água que saiu pela Companhia das Letras.

Se você quiser saber mais sobre a Carol, ela tem um blog muito bom, no qual ela conta suas aventuras/desventuras na França e um site com informações sobre seus livros. Tem o link aqui e aqui.

No mais deixo vocês com o pouco de Pó,

O gerente andou em volta de mim. Ficou um tempo nas minhas costas analisando, e eu não enxergava nada e perdi qualquer noção de espaço, e pensava ou me acostumo ou saio correndo daqui, mas correr para onde se em volta do hotel nada havia, nada em quilômetros que não fossem as falsas casinhas que vemos em molduras mofadas na entrada de um decrépito restaurante de comida alemã, e enquanto o dono fica cada vez mais vermelho com os anos, lá estão as casas sempre iguais e lá está escrito Bavária ou uma coisa dessas, mas eu já estou presa nesse grande hotel e o gerente diz Toca aqui, Capitão, com o braço estendido que espera a minha mão de pelúcia…




Porque…

Outubro 22, 2009

… procrastinar é o novo fale báxu, pelo menos nessa tarde/noite.

Hoje meu dia tá tão nessa vibe que, pra passar o tempo, até pensei em conjugar aqui, do ladinho de vocês, o verbo PROCRASTINAR no tempo verbal que eu adoro: o Pretérito mais-que-perfeito composto. Vamu lá:

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Brinks!

=]

Aí depois me veio a ideia de comerçar a ler Pó de Parede, mas tipos que… não. Porque também pensei que tenho que fazer uma prova daqui a alguns dias e portanto, seria mais COERENTE estudar pra essa prova, mas tipos que… não.

Depois veio um milhão de pensamentos e dentre eles, fiquei REMUENDO uma lembrança minha de quando eu tinha uns seis anos de idade (?) e tava brincando com a caneta cara do meu pai, escondendo ela debaixo de alguns lençóis e gritando para uma platéia imaginária que iria fazer a caneta desaparecer… Fiz isso umas três vezes até que ela realmente desapareceu. Minha mãe ficou doida porque essa era A CANETA.

Até hoje a porra dessa caneta não apareceu e fiquei pensando, durante muito tempo depois disso, que eu tenho algum poder… Penso isso até hoje, pra ser sincera.

Maaaas, talvez isso seja um sonho meu que acabei confundindo com lembrança… ou não.

Vai saber, né?

Quem sou eu, né?

E também hoje estou dispersa como poucos dias estive na vida…

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Onde nois tava mermu?

Cuma?

oi?

Oi?

Ah, deixa pra lá.


O Pó.

Outubro 22, 2009

Que as vezes mal consigo sair da cama.  É a arte das dores… E as eternas reticências, a arte máxima do deixar subentendido ou do simples:  não saber como escrever.

Mas o dia não está de todo ruim, porque pra algo ficar de fato ruim, precisa de muita zica.

No máximo achámos algo ruim, o que não é igual… E então que o dia não está ruim e parte disso é que, hoje, fui agraciada com a linda surpresa que o carteiro me trouxe, um carteiro sorridente e sardento que duvidou de minha assinatura, mesmo que nunca tenha visto minha assinatura. Mas ele foi legal e me fez feliz,

Ansiosa pra ler.


Da série: eu empurro daqui e você golfa daí…

Outubro 20, 2009

… George passou o dia do casamentto de Paul no escritório de Taylor, por volta das 5 horas ele foi localizado por sua esposa (Pattie Boyd) que lhe contou que havia uma equipe de policiais em sua casa, vasculhando o lugar para tentar obter um flagrande de apreensão de drogas. Eles já haviam encontrado um pacote de haxixe dentro de uma caixa sobre a lareira. (George insistiu em dizer que a polícia “plantara” a droga). Depois apareceu também um pouco de maconha (reserva pessoal dele)…

Pete Shotton estava lá quando George chegou em casa, no seu terno amarelo berrante, com Taylor e um advogado. A atmosfera na sala mais lembrava uma festa. Alguns policiais, largados nas poltronas estavam assistindo televisão com as pernas para o alto. Outros estavam tomando café examinando a coleção de discos de George [...] que examinou a cena com um movimento de cabeça e, de repente seus olhos ficaram vazios. Shotton já tinha visto George zangado várias vezes e ele podia ser cruel. Mas dessa vez era diferente: “Eu nunca tinha visto Geroge tão furioso.”

Tudo parecia mais uma armação da polícia que tinha avisado até a imprensa de antemão, para que seu trabalho fosse registrado.

A gota d’água foi quando surgiu um fotógrafo na cerca da frente. “George o perseguiu pelo jardim”, lembra Shotton, que não conseguiu evitar o riso diante de uma cena tão improvável. “George estava atrás dele e a polícia, atrás de George. Parecia cena de cinema mudo”. Pulando sobre as plantas e arbustos, ele gritava: “Eu vou matar você! Juro que mato você!” Mais tarde, quando estava sendo levado por Taylor, ele apontou para um repórter e gritou: “Toda a raposa tem uma toca. Todo o pássaro tem um ninho. E esta é a minha casa, porra!”

♥

Fale Báxu!*

Todos os Beatles foram pegos de surpresa quando começaram a circular por Londres os boatos sobre o casamento de Paul e Linda Eastman. Paul deixou escapar a notícia para a imprensa mesmo antes de contar seus planos para os outros beatles [...] que não ficaram chocados com o fato de não terem sido convidados. “Por que deveríamos ser chamados para celebrar com Paul se nem estávamos conseguindo nos falar?” comentou George.

O casamento do “último beatle solteiro” [...] parecia uma página arrancada do álbum da Beatlemania. Uma multidão de adolescentes em prantos estava postada do lado de fora do cartório, enquanto Paul ascenava e jogava doces embrulhados em papel púrpura para a multidão, provocando uma briga maluca pelas lembranças. John não ficou surpreso com essa cena e comentou depois: “Era simplesmente Paul sendo Paul, atuando para a multidão.”

John

#REFLITÃO

Em 8 de agosto, com as batalhas correndo soltas ao redor dele, os Beatles haviam terminado a maioria das pistas básicas do LP e decidiram, de improviso, tirar uma foto para a capa. Eles tinham pensado em dar ao álbum o nome de Everest [...] Esse nome já estava tão acertado que em junho alguém mencionou a possibilidade de os quatro pegarem um jato particular para irem até o monte Everest e tirarem uma foto para a capa. Porém, quando eles finalmente raciocinaram sobre o assunto, decidiu-se pela simpificação absoluta: “Vamos lá fora, tiramos a foto, chamamos o álbum de Abbey Road [nome do estúdio em que gravavam em frente a famosa faixa] e assunto encerrado.”

Abey Road

Da esquerda para direita: um fugitivo de uma clínica de reabilitação; um nerd; um lord; um doido.

Num oferecimento de: Spitz, Bob. The Beatles: a biografia.

Em tempo:

* Num entendeu a piada não? Clica aqui ó: VAI PASSAR MAL! e diga para mim se um rosto de mulher não é um rosto de mulher?