Tava me lembrando aqui de quando eu era apenas uma jovem garotinha, inocente, com chuquinhas na cabeça, óculos fundo de garrafa, estudando à tarde e correndo pra casa ao final de um dia estafante na 5ª série, com um enorme pirulito na mochila, daqueles de dar inveja a Chiquinha, que eu descobri que vendia na cantina da escola, sambando dentro dos meus tênis de palhaço, para assistir Sailor Moon e, na sequência, sem tirar os olhos da minha tv 14 polegadas (!), me esbaldar (cuma?) com Cocoricó.

O Julio na gaita e a bicharada no vocal... fazendo um Rock Rural! ♪
Ah! A infância! Onde você encontra alegria num boneco de espuma que faz um rock rural… junto com uma bicharada, hein?
E o que dizer de minhas tardes de sábado com Doug Fanny, Skeeter, Pattie Maionese e Costelinha?
Doug era um desenho com muita carga emocional, me lembro disso. Um desenho sério, que fazia a negada da pré-adolescência refletir.
Doug tinha muito de poético e filosófico, com toda aquela sua pudicícia que nem Madre Tereza de Calcultá ousaria. Aquelas suas frases de efeito, sua amizade fiel e, sem esquecer de mencionar aqui, o seu alter ego em conflito, o Capitão Codorna, e sua sensual cueca por cima daqueles shorts cor de caca, err… caqui.

Tchu Tchu Tchu párrr!
Sei lá se você refletia com Doug. Sei lá se você sequer assitia Doug. Só sei que eu refletia. E muito. Devorando meu pirulito, em frente aos créditos finais do desenho.
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Era um infância deprimente, né? Vamô combiná. Onde tudo eu achava sentido, achava que tinha um “X” da questão por trás, achava que alguém queria me dizer alguma coisa muito importante. Nunca descobri a coisa, mas tinha certeza que ela existia.
E fosse o que fosse que eu estivesse assistindo, lá estava minha cabecinha pueril refletindo. E cheguei a muitas boas conclusões, REFLITÃO nas assertivas abaixo:
1. Sempre achei que Chaves era rico.

Isso isso isso isso! =D
2. Sempre achei Capitão Planeta uma falácia. Um homem que tem aquela cara de quem não vai no banheiro, não merece respeito.

Te fode Capitão Planeta!
3. Achava Sailor Moon coisa do demo, apesar de PIRAR na dela.

Pelos poderes do Prisma Lunar! ^^'
4. Tinha certeza que Mestre dos Magos empatava de propósito a galerë da Caverna do Dragão de voltar pra casa deles e destestava Uni com todas minhas forças humanas.

Rubinho, ele é você amenhê. /didi style
5. Queria que Seiya de fato morresse, ele era mais deprimente que eu.

Tenho nojo. NEXT!
6. Não me conformava da nave da Xuxa achar o caminho de volta pra Terra, sempre no mesmo horário.

Fecha logo essa porra, que eu quero é fugir dessa mundiça.
7. Odiava todas as paquitas, mas amava cantar “Quem quer pão? Pão, pão, pão…”, pois achava isso um clássico infantil.

Aquela lá é a Semgraxita, a ôtra é a Feioxita, a terceira é a...
8. Sempre errava o instrumento musical que o passarinho tocava, e achava que ele, no fundo, sabia que eu iria errar.

A lá, a burra não sabe que esse é o som de um Melotrom-om! Esse é o som do Me-lo-trom-om. Melotroméassim, Plim!
9. Achava que Beakman, d’O Mundo de Beakman, era brasileiro e morava em algum lugar de Nova Descoberta, ignorando todas as evidências em INGLÊS da chamada do programa.

Ouéis, beibe!
10. Se Babar se canditasse, eu votaria nele porque: “Yes, Babar Can!”

Prometo amendoim nas merendas escolares!
11. Pensava que tinha sido Kevin Arnold na minha vida passada.

Só digo uma coisa, Tá aqui ó: ♥