[ao som de La Manic*]
Queria tentar fazer poesias de novo. Poemas tem a cor de sentimentos frágeis e velhas novidades. Sou uma velha novidade. Devo ter perdido minha graça de outrora [se é que já tive graça]. Perdido a áurea de juventude que me cercava. Tudo é novo ao redor, porque eu, bem, eu envelheci.
Helàs. Pour moi.
Engraçado é que, quando as novas novidades dão seus já conhecidos priripaques de novidades, porque toda novidade é temperamental e passageira [bem me lembro] é na velha novidade que se vem pedir socorro [você se lembra?].
Uma vez Bukowiski disse que caiu de amores pelo seu computador, mais rápido e divertido que sua velha máquina de escrever. Mas que o computador, volta e meia dava problema, tinha que ir pro conserto, tinha que trocar de peça e isso e aquilo. Então o quê salvava suas noites insones, quando todos ao redor dormiam e ele se sentia sozinho? Ela, a máquina secular de teclas duras. E disse também que quando o computador voltava e ele ia guardar de volta no armário a máquina, sentia pena, certa compaixão de ter que relegá-la a escuridão e não funcionalidade novamente, sabendo que, se precisasse, ela voltaria a ajudá-lo.
Que ela [eu] ia esperar que ele se cansasse das novidades, que aproveitasse os jogos e as teclas macias. Mesmo que tudo sem ele fosse muito solitário.

E mais nenhuma palavra sobre isso. É uma promessa.




Linda musica, não conhecia Bruno Pelletier. Ouça esta do Alain Bashung, amo, conheci por um filme, que também amo, Felix Et Lola, com a Charlotte Gainsbour ( ahã, que também amo haha). http://youtu.be/KbRKkmxM3yo
E sinceramente? Seu texto foi todo poesia.
Brigada, Daisy.
E amei a musica. vou procurar mais coisas sobre ele. E Bruno é um excelente cantor. S.O.S d’un terrien en detresse é umas das coisas mais lindas na voz dele. Procure depois.