
Tava assistindo a entrevista de um determinado ator que, antes de entrar no palco, disse que dava pra sentir a platéia antes de começar cada espetáculo. O jornalista perguntou e hoje? Como eles estão?
Mornos, respondeu.
Quando entro numa livraria a procura de livros [quase sempre vou nas escuras] [livrarias: poucos lugares me deixam tão feliz quanto elas] eu também os sinto.
Megalomania, a gente vê por aqui.
Então que eu vou folheando, clássicos ou não, lendo sempre a primeira linha. É nesse linha que a sensação do livro me marca e é meio que ridículo eu dizer isso, mas é verdade.
Dá pra saber, na minha cabeça sem juízo, se o livro é quente, morno ou frio como o coração de algumas pessoas. Se o livro é bom, se o autor é genial. Ou não.
É na primeira linha que eu me apaixono e dou aquela chance.
Mrs. Dalloway é um dos livros mais (re) conhecidos de Virginia Woolf, eu sei, mas só saiu da prateleira pra minha bolsa por causa de sua primeira linha:
Mrs. Dalloway disse que ela própria iria comprar as flores.
Tem um mundo dentro dessa frase. E, sim, volto pra falar sobre ele.
Em tempo:
Vídeo genial [que não tenho certeza se já passou por aqui], mostrando as primeiras linhas de grandes histórias da literatura.
Curtam aí.




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