Punch Line.

Tava assistindo a entrevista de um determinado ator que, antes de entrar no palco, disse que dava pra sentir a platéia antes de começar cada espetáculo. O jornalista perguntou e hoje? Como eles estão?

Mornos, respondeu.

Quando entro numa livraria a procura de livros [quase sempre vou nas escuras] [livrarias: poucos lugares me deixam tão feliz quanto elas] eu também os sinto.

Megalomania, a gente vê por aqui.

Então que eu vou folheando, clássicos ou não, lendo sempre a primeira linha. É nesse linha que a sensação do livro me marca e é meio que ridículo eu dizer isso, mas é verdade.

Dá pra saber, na minha cabeça sem juízo, se o livro é quente, morno ou frio como o coração de algumas pessoas. Se o livro é bom, se o autor é genial. Ou não.

É na primeira linha que eu me apaixono e dou aquela chance.

Mrs. Dalloway é um dos livros mais (re) conhecidos de Virginia Woolf, eu sei, mas só saiu da prateleira pra minha bolsa por causa de sua primeira linha:

Mrs. Dalloway disse que ela própria iria comprar as flores.

Tem um mundo dentro dessa frase. E, sim, volto pra falar sobre ele.

Em tempo:

Vídeo genial [que não tenho certeza se já passou por aqui], mostrando as primeiras linhas de grandes histórias da literatura.

Curtam aí.

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Olá.

Meu nome é Danielle Sousa, escritora, paranóica, apple scruff, julian-casablanquiana, historiadora, destra, míope, brasileira, cinéfila, louca por música, fashionista [não, porque não tenho dinheiro para], marxista-leninista, olho grande, histérica [fiz o arco de Charcot certa feita], falo francês [mas não sei escrever], leio em inglês [mas não sei falar], queria uma casa de chocolate, uma rua de pedras brilhantes e uma bandeira com os dizeres: EU JÁ SABIA GALVÃO. Aqui posto um pouco das minhas inspirações e tudo o que meu ócio permite. Voilà.

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