Cortando e repartindo, dividindo e subdividindo, os relógios de Harley Street iam roendo o dia de junho, aconselhavam a submissão, exaltavam a autoridade, e louvavam em coro as supremas vantagens do senso da medida, até que o monte do tempo de tal forma diminuiu, que um relógio comercial, na fachada de uma loja de Oxford Street, anunciou, cordial e fraternamente, como se fosse um prazer para a Rigley & Lowndes dar a informação grátis, que já era uma e meia da tarde.
Mrs. Dalloway, de Virginia Woolf; [Saravaiva de Bolso, 2011]
“Roendo o dia de Junho”
Publicado fevereiro 21, 2012 r Uncategorized Deixar um ComentárioTags:Apocalipse, hell, literatura, mensagem subliminar, mundo cão





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